Arquivo de julho, 2016

narrativa cotidiana

Publicado: julho 26, 2016 em Crônicas Urbanas, Poesia

…quando vão [me] acordar? quem um dia ouvirá esse meu grito abafado pelo rumor do tráfego?…

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narrativa cotidiana

Publicado: julho 26, 2016 em Crônicas Urbanas, Poesia

…quando vamos poder seguir?…

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Imagem da Capa do livro Cores da Indochina.marcos torres

EM BREVE!

BOOKTRAILER DO LIVRO CORES DA INDOCHINA – PORTUGUÊS – INGLÊS
TAILÂNDIA

(…)

O trabalho era o mesmo todos os dias. Carregávamos as sementes em grandes cestos de vime, usávamos calça do tipo pescador e os tradicionais chapéus vietnamitas em forma de cone. As sementes eram colocadas em terrenos arados e ao mesmo tempo lamacentos. Ficávamos com os pés submersos na lama. Durante a jornada de trabalho havia pouca conversa e nenhuma dispersão. Os tailandeses são muito tímidos e muito dedicados ao trabalho. Há neles uma resignação difícil de traduzir.

(…)

Cheguei ao posto da aduaneira logo cedo. Os fiscais e policias tinham aquela cara de sono e de gente mal humorada. Imediatamente peguei o passaporte e coloquei-o na mão direita e com a outra carregava uma mala pequena com roupas e objetos de primeira necessidade. Isto era tudo.

Os ficais vasculharam tudo o que tinha em minha mala e em seguida os policias verificaram meu passaporte e outros documentos.

– Agora o senhor passa lá no guichê e paga sua taxa de entrada no Camboja –.

Depois fui liberado sem maiores problemas.

Enquanto eu ia em direção à catraca os policiais e os ficais me olhavam com caras de poucos amigos.

(…)

CAMBOJA

Agora estava em terras cambojanas. Ali acontecia algo que já havia visto em outros lugares. Gente vendendo bugigangas e transeuntes passando de um lado para o outro a todo instante. Um velho fumando um cigarro de palha, com o rosto esquelético e um olhar triste, talvez circunspecto, usa roupas esfarrapadas e na cabeça um chapéu panamá desbotado e sujo. Uma criança se espoja no chão e fica como as jovens chinesas maquiadas com pó de arroz, enquanto do outro lado a mãe faz uma criança parar de chorar e coloca uma sandália de borracha com um feixe de elástico para prender os pés do bebê.

(…)

Quando me deparei com os Templos de Ankor fiquei paralisado. Havia ali uma história que eu mal conhecia.

(…)

VIETNÃ

(…)

Num passeio rápido de barge era possível ver ao longe os paredões de pedras ao longo da Baía Hà Long.

(…)

BOOK TRAILER

BOOK: “COLORS OF INDOCHINA”

THAILAND

(…)

The work was the same every single day. We carried the seeds in large wicker baskets, wore
fisherman pants and traditional cone-shaped Vietnamese hats. The seeds were put on plowed,
muddy soil. Our feet stood submerged in mud. During working hours there was little talk and
no dispersion. Thais are very shy, very dedicated to work. There is a kind of resignation
concerning them which is difficult to depict.

(…)

I arrived early at the customs post. The controllers and the police looked sleepy and had
grumpy expressions. I held my passport on the right hand, on the other I carried a small
suitcase with clothes and objects of primary necessity. That was all.
The officers searched everything I had in my bag and then the police found my passport and other documents.

— Now you pass there at the counter and pay your entry fee to Cambodia -.

After that I was released without further problems.

While I was walking towards the baffle gates both the police and the controllers stared at me in a not so kind way.

(…)

CAMBODIA

Now I was on Cambodian land. There occurred something that I had already seen elsewhere.
People selling trinkets and passers waliking from one side to the other at any moment. An old
man smoking a hand-rolled cigarette, his skeletal face and a sad look, maybe circumspect,
wearing tattered clothes and a faded, dirty Panama hat. A child wallows on the ground and
now she looks like a young Chinese child with powder on the face, while across the street a
mother calms down her crying kid and brings a rubber sandal with an elastic strap to hold the
baby’s feet.

(…)

I was paralyzed when I came across the Ankor Temples. There laid a story that I barely knew.

(…)
VIETNAM

(…)

During a fast barge ride one could see from a distance the stone walls along the Hà Long Bay.

(…)

Translated from Portuguese into English by Thiago Santos Cardoso on July 5, 2015,

 

narrativa cotidiana

Publicado: julho 7, 2016 em Crônicas Urbanas, Poesia

20.

…por que ainda não acordamos?…

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…será que o [sinal] vermelho ainda está fechado?…

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narrativa cotidiana

Publicado: julho 7, 2016 em Crônicas Urbanas, Poesia

… esperando sentado sem pressa um trem que nunca chega…

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