Arquivo de julho, 2014

VIVER NA FLORESTA

Publicado: julho 22, 2014 em Poesia

VIVER NA FLORESTA

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O SUJEITO PÓS-HUMANO

O texto disponível no link abaixo traz alguns conceitos sobre o sujeito “Pós-Humano” com os quais estou fortemente inclinado a partilhar. Não se trata da substituição de um sujeito desintegrado de todo o seu humanismo para dar lugar a uma outra espécie, mas o mesmo homo sapiens e suas mutações, cada vez menos ereto embora ainda continue com suas dores e fracassos e seus sentimentos mais íntimos, que em certa medida foi tomado de assalto e controlado pelo Ciberespaço e de certo modo está sendo cada vez mais programado e motivado pela Ciberinformação e seus dispositivos.

“Pós-Humano – por quê?” – De Lucia Santaella
Pós-Humano

Sobre A morte do pai – de Karl Ove
Por Marcos Torres

Karl Ove já vendeu mais de meio milhão de livros, superando o volume de vendas de muitos escritores dentro do mercado americano, inglês ou alemão. Mas a que será que se deve tamanha repercussão? A publicação do primeiro volume, além de um mal-estar familiar generalizado, rendeu a Karl Ove um processo judicial pelo uso de detalhes biográficos expondo a família Knausgard aos holofotes da mídia que quis investigar as figuras de carne e osso por trás do relato.

Não deixa de ser surpreendente também o fato de que corre o boato que as empresas na Noruega foram obrigadas a instituir os chamados “dias sem Knausgard”, proibindo os funcionários de lerem ou comentarem durante a jornada de trabalho o livro de Karl Ove.

Mas o mais interessante é a tensão criada pela narrativa entre vida e ficção. Tematizando a saga autobiográfica do autor (seis volumes, um total de 3600 páginas, cujo primeiro volume intitulado A Morte do Pai já foi publicado no Brasil. Além de retomar as inquietações a respeito da noção de gênero literário e suas formas cambiantes, fala-se na imbricação entre vida e obra, entre realidade e ficção e aposta-se que Karl Ove propõe a inversão do paradigma do pacto autobiográfico conforme sustentado por Philippe Lejeune. Para Lejeune, o leitor deveria aceitar o pacto de leitura conforme o gênero literário apresentado pelo autor, mas Karl Ove parece inverter ou propor outro pacto e pede para o leitor decidir em qual gênero seus livros devem se encaixar: autobiografia ou ficção?

Vale a pena arriscar um palpite nessa discussão, pois depois da leitura de A Morte do Pai de Karl Ove você vai se dar conta de que alguma coisa está mudando em relação àquilo que, até há bem pouco tempo, chamávamos de ficção.

Trecho do livro disponível para leitura no link abaixo:

A morte do Pai – de Karl Ove

A Literatura na Era Digital
Por Elionai do Vale – Para o blog Leituras Contemporâneas

http://leiturascontemporaneas.org/2014/07/03/a-narrativa-digital/