DIÁLOGOS ENTREGUES AO SABOR DO IMPONDERÁVEL

Publicado: maio 11, 2016 em Crônicas Urbanas, Poesia
  1. sampa. como traduzir este cruzamento com seus semáforos, ruas e calçadas. hoje, quando chego por aqui quase nada entendo. tudo está mudado. nenhuma nostalgia detém a velocidade dos carros e os passos vagos dos transeuntes. já não observamos mais as árvores nem o sol com lágrimas nos olhos. tudo parece febril. rostos pálidos, nenhum sorriso. nenhum tronco ereto. corpos contorcidos em ângulo de antigos vassalos, cada vez mais inclinados em direção ao chão. nenhum olho consegue mais ver o horizonte. pálpebras baixas furando o chão. tombo. tombo. mais tombo… e estas tuas esquinas me olhando de soslaio. este espelho de narciso apavorado e feio. será que ainda somos mutantes? ou talvez seja um novo começo da cidade, da realidade, do avesso, das coisas belas, do povo oprimido nas filas, vilas, favelas, substituídas pelas estrelas apagadas. onde estará o céu, os espaços, as florestas, a chuva? há um novo quilombo, uma nova américa, uma nova áfrica, uma nova garoa pra gente curtir numa boa?… o que fazer neste entrelugar onde o sinal parece fechado?…pra onde eu sigo?…

em algum lugar no cruzamento da avenida são joão com a avenida ipiranga – sp – brasil.

marcos torres

foto e vídeo

SAM_4432

 

18.2 …e eu aqui parado neste entrelugar onde os corpos são bifurcados.

avenida são joão X avenida ipiranga – sp – brasil

 marcos torres

foto e vídeo

SAM_4412

SAM_4433

 

 

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