DIÁLOGOS ENTREGUES AO SABOR DO IMPONDERÁVEL

Publicado: dezembro 2, 2016 em Crônicas Urbanas, Poesia

22.

daqui saiu a barriga onde um dia eu fui gerado em outra terra. aqui, onde tantos corpos são atravessados por faltas e escassez. onde o vento sopra vindo do lado deste imenso oceano com a face virada para outros continentes. neste extremo oriental do brasil onde o sol nasce mais cedo… estes versos do poeta, bailando com o vento nestas águas cor de anil…  se somos cidadãos e cidadãs do mundo por que pouco nos importamos com o que está acontecendo do outro lado do oceano, com o que está acontecendo próximo de nossa respiração, ao nosso lado? este mapa indiferente, separando os corpos, segregando as culturas no fundo deste oceano, por entre as folhagens dessas matas densas com galhos secos… uma pintura viva, poética, este cachorro deitado neste chão de terra macia, dormindo um sono tão tranquilo, em silêncio e ouvindo o sussurro do vento vindo do leste…tão diferente de baleia que falava pelo estômago, com seus ossos e pele duros como um cepo…

…estou deitado em um parapeito da janela de alguma casa feita de estacas e barro batido…

cabo branco – joão pessoa – paraíba – brasil

marcos torres

foto e vídeo

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22.1

…por que não apagamos as linhas dos mapas e juntamos os oceanos e pisamos em uma terra sem dono…

…estou sentado em algum arbusto por entre os galhos ou entre as folhas secas das árvores…

cabo branco – joão pessoa – paraíba – brasil

marcos torres

foto e vídeo

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