PROJETO DIÁLOGOS ENTREGUES AO SABOR DO IMPONDERÁVEL

Publicado: março 14, 2017 em Crônicas Urbanas, Literatura e Outras Artes, Poesia

23.

habit-ações…

quantas pernas bamboleantes…

por que lá a maré nunca está boa?

e esta fuligem, este rio que passa sem ao menos dizer um adeus,

em meio ao rumor do tráfego lá em cima nos viadutos.

e esses ameaçadores automóveis com seus olhos de serpente;

este metal duro e indiferente.

por que essa gente vive tão separada por essas margens,

de um lado olhos sonolentos,

olhando para o outro lado da margem,

em frente a um amontoado de cascos duros com dedos em riste quase tocando o céu

com tamanha indiferença, silêncio e separação…

por que essas águas não responde o meu grito?

quais epidermes moram nestas habit-ações?

não sei o que responder ao  estômago quando ele começa a perguntar demais.

por que não encontro respostas para saciar o meu próprio corpo,

frágil e agonizante…

por quê?

m.t.

Foto e vídeo

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