SALA DE VISITAS

Publicado: junho 29, 2013 em Poesia

SALA DE VISITAS

As imagens
são como dejetos jogados nas calçadas.

Linguagem, buraco negro,
a cena é tenebrosa,
como um abutre comendo carne
pisoteando a sala.

As crianças riem
da ingenuidade alheia;
você paralisado, inerte,
parece um desgraçado,
como uma macambira
numa terra gretada.

Na outra estação
um certo deus barganhando benevolência
por qualquer ninharia.
E eu aqui vertendo sangue,
borrando um papel sem dono.

M.T.

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