1. mãos. olhos. cores. corações. corpos. tintas. imagens. sons. ruídos. material. matéria. percepções. potências. metamorfoses. o outro nu outro. nos importamos? importa? caldeirão de histórias e memórias cozinhando numa panela preta. medo. mundo. mudo. solidão. frio. formas. força. fome. fogo. água. alimento. ação. arte. aqui, posso dormir sossegado, depois acordo para conversar com meus pares e outros corpos que seguem em sentido contrário.

em algum banco de pedra do largo da batata – sp – brasil                                                                                                                                                                                    

marcos torres

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  1. sampa. como traduzir este cruzamento com seus semáforos, ruas e calçadas. hoje, quando chego por aqui quase nada entendo. tudo está mudado. nenhuma nostalgia detém a velocidade dos carros e os passos vagos dos transeuntes. já não observamos mais as árvores nem o sol com lágrimas nos olhos. tudo parece febril. rostos pálidos, nenhum sorriso. nenhum tronco ereto. corpos contorcidos em ângulo de antigos vassalos, cada vez mais inclinados em direção ao chão. nenhum olho consegue mais ver o horizonte. pálpebras baixas furando o chão. tombo. tombo. mais tombo… e estas tuas esquinas me olhando de soslaio. este espelho de narciso apavorado e feio. será que ainda somos mutantes? ou talvez seja um novo começo da cidade, da realidade, do avesso, das coisas belas, do povo oprimido nas filas, vilas, favelas, substituídas pelas estrelas apagadas. onde estará o céu, os espaços, as florestas, a chuva? há um novo quilombo, uma nova américa, uma nova áfrica, uma nova garoa pra gente curtir numa boa?… o que fazer neste entrelugar onde o sinal parece fechado?…pra onde eu sigo?…

em algum lugar no cruzamento da avenida são joão com a avenida ipiranga – sp – brasil.

marcos torres

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18.2 …e eu aqui parado neste entrelugar onde os corpos são bifurcados.

avenida são joão X avenida ipiranga – sp – brasil

 marcos torres

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‘A literatura é uma forma de sobrevivência’

Entrevista com Eneida Maria de Souza

https://www.ufmg.br/online/arquivos/043136.shtml?fb_action_ids=10206066395483647&fb_action_types=og.recommends

16. voz do livro. estou em algum lugar desta avenida em constante estado de convulsão. aqui deitado neste chão de pedra e betume. os semáforos trocam suas cores e ouço buzinas enfurecidas pisando no asfalto quente com suas latarias. as ruas estão abarrotadas de gente perambulando de um lado para o outro e ninguém me escuta. aliás, todo mundo fala e ninguém quer escutar. será que um dia ainda haverá alguém para escutar? alguém escreveu um dia que somos seres insignificantes comparados às constelações e ebulições do universo, se o mundo eclipsasse neste exato momento não passaríamos de uma poeira quase invisível, um nada diante de explosões luminosas e vulcânicas. as posições espaços lugares são transitórios, não esqueçam, nunca serão para sempre até que a morte os separe. não alimentem ilusões sem sentido. qual a dificuldade de perceber que logo logo você será um cadáver, frio e esquecido?, como escreveu uma única vez um certo augusto. antes disso e em muito pouco tempo você pode vir a ser algo tão insignificante quanto uma folha seca esquecida na beira de uma estrada empoeirada onde ninguém passa por lá…o mundo tem pouca memória, acorde!… enquanto isso fico mudo deitado neste chão ardente e rude…
em algum lugar da avenida paulista. são paulo – sp – brasil.

marcos torres

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  1. quatro pilares. um teto de concreto. em cima, tintas seculares. lá embaixo, corpos esquálidos amontoados sobre os paralelepípedos, aquecendo uns aos outros. nessa zona de ausências cada um carrega sua própria humanidade, vigiados e punidos pelos olhares indiferentes dos automóveis no outro lado da rua. na mão e contramão a poluição segue no chão ardente para endereços incertos. e eu fico aqui ereto, no canto desta parede, com meu corpo-celulose dividido em páginas-silêncio… perto de algum lugar lá em cima no teto de cimento protegendo nomes mortos, guardados por paredes brutas… são paulo – sp – brasil                                                                      marcos torres

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As tarefas da educação

Publicado: março 25, 2016 em Conto

As tarefas da educação

Rubem Alves

Resumindo: são duas, apenas duas, as tarefas da educação. Como acho que as explicações conceituais são difíceis de aprender e fáceis de esquecer, eu caminho sempre pelo caminho dos poetas, que é o caminho das imagens. Uma boa imagem é inesquecível. Assim, em vez explicar o que disse, vou mostrar o que disse por meio de uma imagem.

O corpo carrega duas caixas. Na mão direita, mão da destreza e do trabalho, ele leva uma caixa de ferramentas. E na mão esquerda, mão do coração, ele leva uma caixa de brinquedos. Ferramentas são melhorias do corpo. Os animais não precisam de ferramentas porque seus corpos já são ferramentas. Eles lhes dão tudo aquilo de que necessitam para sobreviver.

Como são desajeitados os seres humanos quando comparados com os animais! Veja, por exemplo, os macacos. Sem nenhum treinamento especial eles tirariam medalhas de ouro na ginástica olímpica. E os saltos das pulgas e dos gafanhotos! Já prestou atenção na velocidade das formigas? Mais velozes a pé, proporcionalmente, que os bólidos de F-1! O vôo dos urubus, os buracos dos tatus, as teias das aranhas, as conchas dos moluscos, a língua saltadora dos sapos, o veneno das taturanas, os dentes dos castores.

Nossa inteligência se desenvolveu para compensar nossa incompetência corporal. Inventou melhorias para o corpo: porretes, pilões, facas, flechas, redes, barcos, jegues, bicicletas, casas… Disse Marshall MacLuhan corretamente que todos os “meios” são extensões do corpo. É isso que são as ferramentas, meios para viver. Ferramentas aumentam a nossa força, nos dão poder. Sem ser dotado de força de corpo, pela inteligência o homem se transformou no mais forte de todos os animais, o mais terrível, o maior criador, o mais destruidor. O homem tem poder para transformar o mundo num paraíso ou num deserto.

A primeira tarefa de cada geração, dos pais, é passar aos filhos, como herança, a caixa de ferramentas. Para que eles não tenham de começar da estaca zero. Para que eles não precisem pensar soluções que já existem. Muitas ferramentas são objetos: sapatos, escovas, facas, canetas, óculos, carros, computadores. Os pais apresentam tais ferramentas aos seus filhos e lhes ensinam como devem ser usadas. Com o passar do tempo, muitas ferramentas, muitos objetos e muitos de seus usos se tornam obsoletos. Quando isso acontece, eles são retirados da caixa. São esquecidos por não terem mais uso. As meninas não têm de aprender a torrar café numa panela de ferro, e os meninos não têm de aprender a usar arco-e-flecha para encontrar o café da manhã. Somente os velhos ainda sabem apontar os lápis com um canivete…

Outras ferramentas são puras habilidades. Andar, falar, construir. Uma habilidade extraordinária que usamos o tempo todo, mas de que não temos consciência, é a capacidade de construir, na cabeça, as realidades virtuais chamadas mapas. Para nos entendermos na nossa casa, temos de ter mapas dos seus cômodos e mapas dos lugares onde as coisas estão guardadas. Fazemos mapas da casa. Fazemos mapas da cidade, do mundo, do universo. Sem mapas, seríamos seres perdidos, sem direção.

A ciência é, ao mesmo tempo, uma enorme caixa de ferramentas e, mais importante que suas ferramentas, um saber de como se fazem as ferramentas. O uso das ferramentas científicas que já existem pode ser ensinado. Mas a arte de construir ferramentas novas, para isso há de saber pensar. A arte de pensar é a ponte para o desconhecido. Assim, tão importante quanto a aprendizagem do uso das ferramentas existentes —coisa que se pode aprender mecanicamente— é a arte de construir ferramentas novas. Na caixa das ferramentas, ao lado das ferramentas existentes, mas num compartimento separado, está a arte de pensar.

(Fico a pensar: o que as escolas ensinam? Elas ensinam as ferramentas existentes ou a arte de pensar, chave para as ferramentas inexistentes? O problema: os processos de avaliação sabem como testar o conhecimento das ferramentas. Mas que procedimentos adotar para avaliar a arte de pensar?).

Assim, diante da caixa de ferramentas, o professor tem de se perguntar: “Isso que estou ensinando é ferramenta para quê? De que forma pode ser usado? Em que aumenta a competência dos meus alunos para cada um viver a sua vida?”. Se não houver resposta, pode estar certo de uma coisa: ferramenta não é.

Mas há uma outra caixa, na mão esquerda, a mão do coração. Essa caixa está cheia de coisas que não servem para nada. Inúteis. Lá estão um livro de poemas da Cecília Meireles, a “Valsinha” de Chico Buarque, um cheiro de jasmim, um quadro de Monet, um vento no rosto, uma sonata de Mozart, o riso de uma criança, um saco de bolas de gude… Coisas inúteis. E, no entanto, elas nos fazem sorrir. E não é para isso que se educa? Para que nossos filhos saibam sorrir? Na próxima vez, a gente abre a caixa dos brinquedos…

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u855.shtml

PROJETO CHÃO AREJADO

Publicado: março 14, 2016 em Conto

Projeto Chão Arejado — Livro-Exposição

Capa Projeto Chão Arejado

[Após ler o texto acesse abaixo a Plataforma do Projeto]

http://www.kickante.com.br/campanhas/livro-exposicao

PROJETO CHÃO AREJADO
 
Livro-Exposição
Livro Chão Arejado
Exposição Mostra Poética Imagens e Instintos

Marcos Torres & Uillian Novaes

 

Produção e Edição de Vídeo e Documentário

Otávio Calmon Valverde

Trilha Sonora

Nome

Narração

Nome

 

Produção e Montagem de Plataforma

Marcos Torres & Patrícia Rigotti

 

Curadoria

 

Salvador/Ba

Nome

Setembro de 2016

 

Cachoeira/Ba

Nome

Outubro de 2016

 

São Paulo

Patrícia Rigotti

Fotografia

Otávio Calmon Valverde

 

Produção e Direção Geral

Marcos Torres & Uillian Novaes

 

Realização & Apoio Institucional:

Biblioteca Universitária Reitor Macêdo Costa

 Sistema Universitário de Bibliotecas da UFBA

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 Espaço Cultural Hansen Bahia

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Patrocinadores:

 

PROJETO CHÃO AREJADO
 
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Trata-se de um projeto que já vinha sendo pensado e maturado há mais de cinco anos e só há pouco mais de dois anos é que ele foi de fato para o papel, produção e execução efetivamente.

 

Falando sobre o projeto propriamente dito e seus aparatos conceituais, há animais que vivem na natureza com todos os seus instintos de sobrevivência. Há outros que vivem em contextos urbanos com todas as suas turbulências sociais, culturais e históricas e suas ambivalências e paradoxos. Nesse sentido há significativas distinções entre eles. Existe uma diferença entre os animais que vivem na natureza por puro instinto de sobrevivência e com todas as suas agruras para sobreviver num terreno muitas vezes hostil em relação a outros seres bípedes (o Homem) que em muitos momentos se apropriam desses mesmos instintos de sobrevivência para responder grande parte de suas imposturas diante da vida e dos outros.

 

É importante salientar que tanto o livro Chão Arejado quanto a ideia da Exposição Mostra Poética Imagens e Instintos nasceram da impactante imagem do menino sudanês se arrastando sob o olhar atento de um abutre e ambos num terreno demasiadamente hostil em meio a uma Guerra Civil sangrenta que assolava o Sudão nos idos dos anos de 1980/90. Este projeto como um todo também nasceu da notícia impactante sobre a morte prematura do fotógrafo Kevin Carter por meio de anfetaminas e suicídio anos após o dia fatídico de ter tirado aquela foto e, segundo dizem, não ter espantado o abutre. Mesmo diante de tantos equívocos e paradoxos disseminados no inconsciente coletivo, Kevin Carter foi reconhecido posteriormente pelo seu trabalho fotográfico ao registrar um mundo mergulhado no horror e em meio ao caos, fome e dor. O abutre era e é apenas uma força da natureza com todos os seus instintos de sobrevivência. Estava ali movido por forças da natureza e seus instintos de sobrevivência e isso era tudo.

 

Há uma tarefa árdua e ao mesmo tempo uma sensação estranha ao tentar esboçar e justificar algo trazido do tecido de citações e dos mil focos da cultura, que, por sua vez, será deixado um campo aberto de significações, reapropriações e releituras a partir de experiências pessoais e da relação entre sujeito e objeto. Mas diante de tal empreitada o que talvez seja pertinente apresentar nesta exposição e para reflexão é o modo como os poemas e desenhos são entrelaçados com uma multiplicidade de linguagens e como são apresentados a partir de certas inquietações contemporâneas com a emergência deste projeto no sentido amplo de sua composição, com o objetivo de suscitar várias inquietações e reavaliações e novas posturas críticas de leitores e leitoras inseridos na cultura e imersos em suas experiências sociais, culturais e afetivas. O Deslocamento do Olhar e a Ampliação do Horizonte de Percepção talvez sejam os pontos centrais do discurso do livro e da Exposição.

 

A importância e a motivação para escrever este livro e montar esta Exposição justificam-se porque partiu de uma percepção e da necessidade de romper barricadas e trazer novas experiências além de suas fronteiras: a importância de observar e se relacionar com culturas e experiências alhures que vão muito além da cultura ocidental, ou melhor, além de qualquer classificação ou modelo de vida e experiência, além do desconhecido, do diferente, de seus costumes, aspectos culturais e de suas epidermes e instintos; abre novas perspectivas para se ir além das vivências geográfico-espaço-temporais, marcadas muitas vezes por um discurso hegemônico e inquestionável e não menos beligerante, sob a responsabilidade de sociedades disciplinares e de controle que moldam os sujeitos e suas ações e nessa esteira o disciplinamento e o dilaceramento dos corpos motivado por ações arbitrárias e brutais de toda ordem.

 

Com efeito, sua relevância cultural pode apontar para o reconhecimento de culturas alhures muitas vezes esquecidas e ou apagadas de processos culturais e históricos, de sua relevância e valor simbólico entre os quais sujeitos e seres vivos estão ali inseridos como parte integrante daquela sociedade e sem jamais perderem de vista suas relações com as outras esferas humanas e suas relações sociais e afetivas, a partir de um processo histórico indissociável tanto no meio em que vivem como também poder ir além de suas fronteiras espaciais, geográficas, sociais e culturais.

 

O projeto aqui apresentado é desenvolvido por dois artistas, sendo um poeta e escritor e o outro artista visual, a saber: Marcos Torres e Uillian Novaes; o projeto como um todo está articulado com duas propostas: o livro Chão Arejado com uma coletânea de 40 desenhos mais a ilustração da capa, com esboços feitos a lápis e finalizados com bico de pena e nanquim com 123 poemas sendo três para cada desenho e mais os três poemas de abertura conjugados com a imagem da capa e com a Exposição Mostra Poética Imagens e Instintos. Exposição composta de 40 desenhos em molduras cujas ilustrações são todos elas na sua versão original e com suas dimensões de 37X47 em papel A3 e moldura em madeira; 40 poemas em plotagem ou impressão fotográfica em papel le plume, dois banners com dimensões 70X90 com impressão fotográfica em papel le plume trazendo ilustrações de rascunhos e esboços (poemas e desenhos refeitos e ou inacabados: o refazer da arte e seus processos de composição em busca de uma expressão); disposição de seis a quatro notebooks, uma TV de tela led e um projetor de slides em alta resolução para apresentação de esboços, rascunhos, slides, filmes, documentários, vídeos, músicas e making-off/Documentário; e duas enciclopédias sendo uma dividida em cinco volumes e outra em volume único as quais vão estar disponíveis para a leitura e manuseio cuidadoso dos/as leitores/as e demais visitantes para apreciação dos conteúdos expostos e disponíveis à leitura, no sentido de ampliar novas formas de pensamento e ação para troca de ideias.

[Após ler o texto acesse abaixo a Plataforma do Projeto]

http://www.kickante.com.br/campanhas/livro-exposicao

Saudações Artísticas

 

Marcos Torres & Uillian Novaes

 

 

 

*GLOBALIZAÇÃO E CULTURAS HÍBRIDAS:
SUBJETIVIDADE NA REDE

Por Marcos Torres

GLOBALIZAÇÃO E CULTURAS HÍBRIDAS

ReproduçãoCulturas Híbridas

* SEPESQ 2014 – Seminário de Pesquisa da Pós-Graduação em Literatura e Cultura da UFBA.

Rato - espetado (rascunho)

Imagem  —  Publicado: janeiro 3, 2016 em Literatura e Outras Artes, Poesia

O Quarto De Azulejos

Publicado: janeiro 1, 2016 em Poesia

Resenha
O Quarto De Azulejos – Tonho França
Por marcos torres

O quarto de azulejos

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14. jangadas lançadas ao mar. vento soprando. água azul-turquesa. sonhos soprados por um vento vindo do leste. corpos misturados. as luzes do verão acende a paisagem. luz. sol. calor. aqui, não parece ter geografias nem mapas… Pajuçara – Maceió – Alagoas – Brasil.

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14.2 banco de pedra. na rua passam transeuntes despreocupados. no horizonte um céu em tons enigma e a água morna com peixes sem nome, / nadando num azul profundo como borboletas voando sob um céu arco-íris. areia branca. água espelhando o reflexo do céu…Ponta Verde – Maceió – Alagoas – Brasil.

Foto e Vídeo

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15. pavilhão de artesanato. arte tecida por fios delicados. lá fora, o sol fechou a porta para a chuva. por trás das nuvens de vapor há um céu com uma tonalidade indecifrável. o sol queima a pele. nos corredores passam transeuntes vagando de um lado para o outro com um olhar indiferente…vejo no chão de azulejo branco e concreto pés seguindo com destino incerto…andares vagos em meio a passos vacilantes… Ponta Verde – Maceió – Alagoas – Brasil.

Foto e Vídeo

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*Em breve finalizo as intervenções urbanas no Brasil e o projeto segue para os países da Lusofonia e do grupo CPLP… e segue…

saudações literárias

sigo.

m.t.