Arquivo da categoria ‘Poesia’

Rato - espetado (rascunho)

O Quarto De Azulejos

Publicado: janeiro 1, 2016 em Poesia

Resenha
O Quarto De Azulejos – Tonho França
Por marcos torres

O quarto de azulejos

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14. jangadas lançadas ao mar. vento soprando. água azul-turquesa. sonhos soprados por um vento vindo do leste. corpos misturados. as luzes do verão acende a paisagem. luz. sol. calor. aqui, não parece ter geografias nem mapas… Pajuçara – Maceió – Alagoas – Brasil.

Foto e Vídeo

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14.2 banco de pedra. na rua passam transeuntes despreocupados. no horizonte um céu em tons enigma e a água morna com peixes sem nome, / nadando num azul profundo como borboletas voando sob um céu arco-íris. areia branca. água espelhando o reflexo do céu…Ponta Verde – Maceió – Alagoas – Brasil.

Foto e Vídeo

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15. pavilhão de artesanato. arte tecida por fios delicados. lá fora, o sol fechou a porta para a chuva. por trás das nuvens de vapor há um céu com uma tonalidade indecifrável. o sol queima a pele. nos corredores passam transeuntes vagando de um lado para o outro com um olhar indiferente…vejo no chão de azulejo branco e concreto pés seguindo com destino incerto…andares vagos em meio a passos vacilantes… Ponta Verde – Maceió – Alagoas – Brasil.

Foto e Vídeo

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*Em breve finalizo as intervenções urbanas no Brasil e o projeto segue para os países da Lusofonia e do grupo CPLP… e segue…

saudações literárias

sigo.

m.t.

Cartografia – Poema Visual – Visual Poem

Publicado: dezembro 21, 2015 em Poesia

Cartografia
Poema Visual – Visual Poem

Cartografia

LANÇAMENTO NO RIO DE JANEIRO

Publicado: abril 22, 2015 em Poesia

EM BREVE LANÇAMENTO NA LENDÁRIA LIVRARIA TIMBRE – SHOPPING DA GÁVEA – RIO DE JANEIRO.

CORVOS E MALTRAPILHOS – POEMAS ÁCIDOS

SINOPSE

Corvos e Maltrapilhos – Poemas Ácidos é composto de poemas ácidos que deixam uma cratera em nosso mundo conturbado, maltrapilho e esquálido, cujo abutre espera pacientemente para devorar sua carne e saborear seus detritos. Este livro é pura acidez, que busca de alguma maneira resgatar o sujeito “pós-humano e o pouco de humanidade que ainda lhe resta. Não se trata de apresentar uma mera dualidade entre forças opostas. O uso do termo ‘corvo’ que representa o animal da natureza que vive por puro instinto não é para qualificar o animal, é sim para apresentar o contexto de podridão e seus detritos em que o sujeito pós-humano está mergulhado neste mar de carnificina, enquanto maltrapilhos e esquálidos morrem a conta gotas do outro lado da rua deitado numa marquise como um deus molambo no meio do nada num lugar sem endereço.

Capa Livro Corvos e Maltrapilhos - Poemas Ácidosimage

Mais informações acesse os links abaixo:

Portal G1 e TV Grande Rio Petrolina:

http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/noticia/2015/03/livro-corvos-e-maltrapilhos-poemas-acidos-e-lancado-em-petrolina-pe.html

Página Didi Galvão:

http://didigalvao.com/blog/marcos-torres-lanca-livro-de-poemas-neste-sabado-14-na-sbs-livraria-de-petrolina/

Por Maria Esther Maciel

Abordar as múltiplas vozes que se entrecruzam na poesia brasileira contemporânea é lidar com um cenário por demais movediço e difícil de ser definido. Mesmo porque o próprio termo “contemporâneo” quase sempre dá margem a dúvidas e nebulosidades conceituais. O que seria exatamente o contemporâneo? Que extensão temporal teria essa designação? É possível definir o começo do que chamamos contemporaneidade? Ou seria melhor admitir que todo marco inicial revela-se um começo arbitrário para o que não pode ser mensurado temporalmente de forma satisfatória? Há quem circunscreva a poesia brasileira contemporânea ao conjunto da produção existente a partir da segunda metade do século 20, após o ocaso dos movimentos e projetos coletivos que nortearam a poesia moderna e de vanguarda. Outros já tendem a adotar a década de 80 como o marco inicial preciso, enquanto cresce a propensão de muita gente a circunscrever o contemporâneo apenas ao século 21, ou melhor, às suas primeiras décadas. O que evidencia uma vocação cada vez mais ostensiva do termo a se adaptar ao agora imediato. E disso, decorre, inevitavelmente, a imprecisão que o contemporâneo instaura, ao manter uma singular relação com o próprio tempo, sem deixar de alojar também todos os tempos que se entrecruzam no presente.

(…)

http://www.revistapessoa.com/2015/03/um-breve-olhar-sobre-a-poesia-brasileira-contemporanea/

Tempo dos poetas menores

Publicado: março 27, 2015 em Poesia

O tempo dos poetas menores está chegando _ anunciou o poeta sérvio Charles Simic no fim dos anos 1980. “Adeus Whitman, Dickinson, Frost. Bem-vindos vocês cuja fama nunca crescerá além da família próxima, e talvez um ou dois bons amigos reunidos depois do jantar para beber um jarro de vinho tinto”. Encontro as encorajadoras propostas de Simic em um dos ensaios de “Arte da pequena reflexão”, livro do poeta Fernando Paixão (Iluminuras) dedicado ao estudo do poema em prosa contemporâneo. Nascido em Belgrado mas radicado nos Estados Unidos, Simic é um poeta do movimento e da expansão.

Texto na íntegra aqui:

http://oglobo.globo.com/blogs/literatura/posts/2014/11/26/tempo-dos-poetas-menores-553936.asp

POEMA-RESPOSTA-MANIFESTO

Publicado: março 18, 2015 em Poesia

PARA QUE E POR QUE ESCREVER POESIA?

 

“onde eu nasci passa um rio
e o tempo voa
como um passarinho”

*Euvaldo Macedo Filho

*Faço de algumas palavras deste Grande Fotógrafo e Poeta as minhas.

sei pouco expressar-me a não ser por meio de palavras e gestos cuja poesia é o meu maior combustível. gosto de expressar-me por meio da poesia, “minha aproximação pessoal dos mistérios, do grande mistério que é viver. fascínio”. escrevo poesia “para manter-me são. o mundo a minha volta é cheio de loucuras, feiuras”, escrevo poesia “para me salvar do cotidiano triste”, a poesia “é um instrumento e eu a uso para criação. ela dá-me equilíbrio e às vezes me faz feliz.” a poesia, “- para mim – é um instrumento mágico onde eu toco, a fuga dos instantes no tempo.”

Algumas pessoas vivem me perguntando “POR QUE” eu insisto escrever poesia, ou pelo menos aquilo que assino como tal. Mesmo com tantas visões negativas em torno dela. Mas isso não é nada novo, já vem lá de Platão. Talvez antes. Enfim. Ando pensando sobre o assunto. Ainda não tenho uma resposta e nem sei se um dia terei. Por outro lado fico pensando se existe de fato algum “PORQUÊ” para responder tal exigência. Não sei se o que vou dizer tem alguma validade. Sou desconfiado! Ainda assim arrisco algumas respostas, nem que seja em um estágio temporário:

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Escrevo poesia para “catar feijão”…

Escrevo poesia para conversar com as pedras…

Escrevo poesia para falar “sobre nada”…

Escrevo poesia para conversar com fantasmas e assombrações

nas janelas dos dias e em noites de escuridão…

Escrevo poesia ao saber sobre o desprezo ao lixo… Gosto do lixo, nos termos de camaradas como Manoel de Barros e Arthur Rimbaud… O lixo era algo que fazia parte de muitos dos poemas feitos por este último e outros intermináveis pairando por aí como espectros…

Escrevo poesia quando vejo um coração sangrar, inclusive o meu, que às vezes junto com o corpo fica em cacarecos, assim como tantos outros…

Escrevo poesia ao ver a Dor e o Desespero estampados nos rostos…

Escrevo poesia ao existir pessoas comendo uma pedra em vez de um pedaço de pão…

Escrevo poesia ao pensar no burguês dormindo numa suíte e no maltrapilho tentando ajustar seu corpo no canto de uma parede embaixo de uma marquise vendo a lua por entre os prédios…

Escrevo poesia ao notar corpos em estado vegetativo, este último termo está impregnado de verdades e metáforas…

Escrevo poesia por ficar aliviado ao saber que moro na esquina do suicídio…

Escrevo poesia ao saber que existe a morte nesse mundo de quinquilharias…

Escrevo poesia ao notar pessoas nutrindo esperanças como uma planta esperando a chuva…

Escrevo poesia ao perceber pessoas querendo um abraço e pedindo um afeto. Pessoas próximas já têm a minha presença e meu corpo e não precisam de tantas palavras escritas numa folha de papel. Só em momentos raros e especiais…

Escrevo poesia ao ver a liberdade lá no horizonte, nem que seja pela luz de um vaga-lume… Não gosto de escrever versos para Alexandre da França nem ficar na bainha da saia de Elisabeth… “… um jogo nas mãos de inúmeras gerações idiotas”… e surgindo cada vez mais, disse um dia Arthur Rimbaud. Ele tinha lá suas razões. Ele tinha em mente suas exceções…

Escrevo poesia ao me deparar constantemente com engodo, falsidade em atacado,

hipocrisia em promoção como um produto vendido a varejo nas prateleiras dos supermercados, e segregação de todo o tipo, praticante de necrofilia na couraça de um Kraken, tão apavorante quanto àquela dos católicos na Santa Inquisição, espantosamente também vindo de quem pensa lutar contra essas coisas e na prática segue no exato oposto, uma realidade ao contrário…

Vive em profundezas e subterrâneos comendo carnes como canibais…

Vejo sanguessugas, mercenários e bárbaros escondidos nas sombras…

Predadores vorazes, morcegos e vampiros mergulhados numa espuma de bile…

Escrevo poesia para usá-la como antídoto contra cães selvagens…

Escrevo poesia para ver com uma lente um rio caudaloso e abjeto e em derrisão…

Escrevo poesia ao ver em muitos momentos um mundo cruel, injusto e sanguinário…

Se fosse o contrário eu não perderia o meu tempo e iria para o topo de uma montanha tendo mais tempo para contemplar a natureza e ver o sol escondendo-se atrás dos rochedos…

Escrevo poesia para respirar, para não morrer tão rapidamente, mas aos pouquinhos,

aos pouquinhos…sou apenas uma força da natureza e nada mais…nesta viagem, estou apenas de passagem…

Escrevo poesia…

DESENCANTO

Manuel Bandeira

Eu faço versos como quem chora

De desalento… de desencanto…

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente…

Tristeza esparsa… remorso vão…

Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, no coração.

E nestes versos de angústia rouca

Assim dos lábios a vida corre,

Deixando um acre sabor na boca.

– Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira sintetiza bem o que eu penso sobre o fazer poético. Essa é a minha miragem. É a minha Verdade da poesia, pelo menos para mim mesmo. O que para mim já é o bastante.

Embora muitos talvez pensem o contrário, acredito nesse poema de Manuel Bandeira sendo uma poesia muito positiva em relação à vida e a uma certa realidade, que, de alguma maneira, nos cerca todos os dias…

Eu escrevo poesia! Em resumo fico cada vez mais convencido de que definitivamente não existe UM “PORQUÊ”.

marcos torres

Salvador, 14 de março de 2015.

PARA QUE E POR QUE ESCREVER POESIA

CORVOS E MALTRAPILHOS – POEMAS ÁCIDOS

Capa Livro Corvos e Maltrapilhos - Poemas Ácidos

CORVOS E MALTRAPILHOS SINOPSE E CARTA DE AGRADECIMENTOS

SINOPSE – CARTA DE AGRADECIMENTO

CORVOS E MALTRAPILHOS – POEMAS ÁCIDOS
Petrolina-PE
Lançamento dia 14 de março de 2015 na SBS Livraria Internacional.
Salão Vanilla das 19:00 às 22:00 HS.

SINOPSE
Sinopse – disponibilizada no site da Editora Mondrongo:

Esse é um livro trabalhado na maioria das vezes nas suas formas mais diminutas e tem uma linha poético-filosófica. Os poemas rompem o conceito Saussuriano no tocante à arbitrariedade dos signos como o resultado da junção entre significante e significado, para potencializar sua significação a partir de certa experiência de leitura e conhecimento de mundo a partir da relação entre sujeito e objeto. Mas não se trata da Filosofia contemplativa como algo sublime, não neste caso, ao contrário, é uma filosofia conectada ao contexto urbano e suas contradições, expondo vísceras de uma burguesia que trata com indiferença vidas e culturas alhures.

http://www.mondrongo.com.br/index.php?pg=noticia&id=48

Sinopse – disponibilizada no site da Livraria Martins Fonte Paulista:

Corvos e Maltrapilhos – Poemas Ácidos é composto de poemas ácidos que deixam uma cratera em nosso mundo conturbado, maltrapilho e esquálido, cujo abutre espera pacientemente para devorar sua carne e saborear seus detritos. Este livro é pura acidez, que busca de alguma maneira resgatar o sujeito “pós-humano” e o pouco de humanidade que ainda lhe resta. Não se trata de apresentar uma mera dualidade entre forças opostas. O uso do termo ‘corvo’ que representa o animal da natureza que vive por puro instinto não é para qualificar o animal, é sim para apresentar o contexto de podridão e seus detritos em que o sujeito pós-humano está mergulhado neste mar de carnificina, enquanto maltrapilhos e esquálidos morrem a conta gotas do outro lado da rua deitado numa marquise como um deus molambo no meio do nada num lugar sem endereço.

http://www.martinsfontespaulista.com.br/corvos-e-maltrapilhos-482897.aspx/p

UM POUCO SOBRE MINHA RELAÇÃO COM A LITERATURA PERNAMBUCANA

Para mim é uma honra poder lançar um livro em terras pernambucanas. Devo dizer que sempre acompanho o cenário literário pernambucano desde muito novo, quando ainda era um adolescente, lá por volta dos meus 12 ou 13 anos quando comecei a ler “literatura, prosa e poesia e os primeiros poemas de gente grande”: João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, cito apenas alguns, e o camarada que apesar de ter nascido na Paraíba também viveu por lá, Augusto dos Anjos, este último dando os primeiros passos para aquilo que seria conhecido mais tarde como “Poesia Científica” ou “Ciência Poética”, poesia que teve maior repercussão a partir de Recife na segunda metade do Século XIX. Escritores pernambucanos longevos e novos e outros que moraram em Pernambuco, como foi o caso de Augusto dos Anjos, foram e são muito importantes na minha relação com a literatura até então. Assim como os grandes escritores longevos e novos daqui da Bahia também foram e são importantes na minha trajetória literária até os nossos dias.

CARTA DE AGRADECIMENTO

Inicialmente devo agradecer e desde já mostrar toda minha gratidão a duas figuras importantes do Cenário Literário de Petrolina, entre suas múltiplas funções, a professora e colunista do Portal Interpoética Elisabet Gonçalves Moreira e ao poeta, jornalista e publicitário Carlos Laerte, pelo convite e por toda colaboração, apoio, assessoria de imprensa e todo o suporte a mim disponível. Sem essas duas pessoas minha ida a Petrolina definitivamente não seria possível. Fica aqui desde já toda minha gratidão!

Agradeço todo o acolhimento da SBS Livraria de Petrolina e à disponibilidade do “Espaço Salão Vanilla” para receber o lançamento do livro Corvos e Maltrapilhos – Poemas Ácidos.

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http://www.sbs.com.br/storelocator/view/detail/id/51/

Agradeço à GER – Gerência Regional da Secretaria de Educação do Médio São Francisco – Petrolina-PE, pela hospedagem e todo suporte a mim disponível – em nome da gestora e professora Anete Ferraz.

http://www.educacao.pe.gov.br/portal/?pag=1&men=107

Registro o meu agradecimento à CLAS Comunicação & Marketing, pela Assessoria de Imprensa – Em nome do poeta, jornalista e publicitário Carlos Laerte.
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Registro o meu agradecimento à professora e colunista do Portal Interpoética Elisabet Gonçalves Moreira, pela colaboração, apoio e divulgação do evento em seus diversos espaços de comunicação disponíveis.

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http://www.interpoetica.com/site/

Agradeço à colaboração e divulgação no Portal Cultural Guia do Ócio – em nome do jornalista Antonio Moreno e seus colaboradores.
http://guiadoocio.site-oficial.ws/

Agradeço à colaboração e divulgação no Portal Cultural Aldeia Nagô – em nome do jornalista Helder Barbosa e seus colaboradores.
http://www.aldeianago.com.br/

Saudações Literárias

Att.

Marcos Torres

Salvador, Bahia, 08 de março de 2015

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Para todo o Brasil: Editora Mondrongo e seus Parceiros.

http://mondrongo.com.br/?pg=noticia&id=48

Para Capital e Região Metropolitana de São Paulo: Livraria Martins Fontes Paulista.

http://www.martinsfontespaulista.com.br/corvos-e-maltrapilhos-482897.aspx/p